Realizou-se Licungo no dia 19 de Junho, no Auditório do Campus de Coalane, uma palestra de reflexão sobre as conquistas pós-independência de Moçambique. O encontro antecipa as celebrações do Dia da Independência Nacional, assinalado a 25 de Junho.
Subordinado ao tema “Moçambique: Independência Económica e Direitos Humanos”, o debate centrou-se no papel da agricultura como base do desenvolvimento económico e social. Os participantes recordaram que, há décadas, o Governo aposta na agricultura e, mais recentemente, no Fundo de Desenvolvimento Distrital – FDD, para descentralizar recursos a projectos produtivos nas comunidades através de investigação, recursos hídricos e mão de obra qualificada. A sustentação coube ao Dr. Óscar Zumbire.
Para o Mestre Alexandre Muianga, a reflexão vai além da economia. Docentes e estudantes têm o papel de combater o reducionismo das datas comemorativas. “As datas viraram decoração. Bandeiras, discursos, desfiles e, no dia seguinte, silêncio. O aluno decora 25 de Junho, mas não discute o que a Independência exige dele hoje”, afirmou, defendendo o resgate dos feitos até à conquista.
Na sua intervenção, a Prof. Doutora Celestina Moniz sublinhou que, na actualidade, os direitos humanos encontram fundamento na história e nos princípios consagrados na Constituição da República de Moçambique. Para a Docente, compreender os direitos é regressar às raízes constitucionais e perceber que a dignidade humana é a base de toda a independência económica e social.
A Vice-Reitora para a Área Académica da UniLicungo, Prof. Doutora Brígida de Oliveira Singo, que encerrou o evento, reforçou a ideia “somos obrigados a ter ideia dos nossos heróis “. Para a dirigente, conhecer heróis vai além de decorar datas. É compreender o sacrifício, a visão e o compromisso que sustentaram a luta pela independência e pela construção da pátria.
Reafirmando que a verdadeira independência de Moçambique será plenamente alcançada quando o crescimento económico caminhar lado a lado com o respeito pelos direitos humanos, garantindo oportunidades, justiça e bem-estar para o bem-estar dos moçambicanos.
GCCI
